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Bolsonaro planeja 5% para servidores em 2022. Perdas salariais ultrapassam 48%.

Desde março, quando pauta nacional da categoria foi entregue ao governo nenhum retorno foi dado. Enquanto isso, inflação corrói remunerações congeladas

Desde março, quando pauta nacional da categoria foi entregue ao governo nenhum retorno foi dado. Enquanto isso, inflação corrói remunerações congeladas

A Condsef/Fenadsef esteve no Ministério da Economia na última segunda-feira (28), com outras entidades que compõem o Fonasefe, fórum que representa o conjunto de servidores do Executivo Federal.

O objetivo foi protocolar novamente a pauta nacional de reivindicações que unificam mais de 1,2 milhões de servidores federais ativos, aposentados e pensionistas. O Fonasefe solicitou também a abertura imediata de negociações e agendamento de uma audiência para tratar os pontos que estão sem resposta há pelo menos três meses, quando foram apresentados ao governo em março desse ano.

O governo Bolsonaro vem dando sinais de que pode reajustar salários dos servidores em 2022. Ao que tudo indica, a proposta seria de apenas 5%. Com salários congelados desde 2017, cerca de 90% dos servidores federais acumula perdas que ultrapassam 48%.

Esse cálculo considera a defasagem salarial de julho de 2010 a dezembro de 2021, a partir do IPCA, para categorias que tiveram reajuste de 5% entre 2013 e 2015 e que firmaram acordos de reposição em duas parcelas (5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017).

Para algumas categorias que tiveram reajuste de 5% entre 2013 e 2015 e que assinaram acordos de reposição em quatro parcelas (5,5% em agosto de 2016, 6,98% em janeiro de 2017, 6,64% em janeiro de 2018 e 6,31% em janeiro de 2019), a reposição equivalente a defasagem salarial de julho de 2010 a dezembro de 2021, considerando IPCA, seria de 28,2%.

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