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Araraquara perde a professora Cláudia Vieira da Silva, vítima do coronavírus

Clima de luto toma a cidade; amigos e familiares se despedem de Claudinha, professora da Escola Estadual Ergília Micelli

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Claudinha, uma querida servidora pública do Estado

Para além das estatísticas, que chega a 128 óbitos decorrentes de coronavírus, os araraquarenses vão chorando dia a dia as mortes de seus filhos, pais, mães, avós e amigos. O óbito mais recente é  mulher Claudia Vieira da Silva, 49 anos, que estava internada em unidade de saúde pública.

A partida de Claudinha, como era carinhosamente chamada, comoveu amigos e familiares, que se expressaram neste domingo nas redes sociais.

Professora, ela também participava do grupo de artesãos da Feira do Pôr do Sol e da Feira da Lua, eventos dos quais participava antes com frequência da pandemia.

Elaine Cristina de Moura, da organização das feiras, publicou nota de pesar nas redes socias, em nome de todos os artesãos e demais expositores dos eventos.

Muito querida também no meio artístico, músicos também publicaram mensagens de luto no facebook. A direção da Escola Estadual Ergília Micelli demonstrou em nota seu pesar pela perda da “amiga e grande companheira de lutas”.

A dor das pessoas que ficam, que vai minando o astral e a energia de grande parte da população, diz mais do que  números frios das estatísticas de mortos e internados em enfermarias e UTIs.

Por mais que a cidade tenha sido referência no combate à pandemia, fato é que Araraquara entrou em colapso. O prefeito Edinho reconheceu na manhã deste domingo que o crescimento exponencial de casos, batendo os 50% de exames positivados, estrangulou o sistema de saúde.

O impacto na capacidade de atendimentos, de leitos e de aparelhos forçou a cidade a transferir pacientes. Assim está toda a nossa região.