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ASPA homenageia servidores públicos ao completar 63 anos de atividades em Araraquara

Se para a diretoria da ASPA foi um dia inesquecível, para os servidores públicos homenageados, então nem se fala, pois emocionados sentiram a importância de auma associação reconhecer seus valores pessoais e profissionais. Cada homenageado recebeu o "Prêmio Délcio Gonçalves da Silva", fundador e primeiro presidente da ASPA e que simboliza esse reconhecimento ao desempenho do servidor público na comunidade.

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Sirley e Osmar, servidores homenageados pela ASPA

Foi no sábado (07), que a ASPA comemorou 63 anos de fundação e como faz tradicionalmente na data, homenageia servidores públicos com o objetivo de reconhecer os méritos de quem ao longo da sua vida se dedicou no cumprimento de uma missão tão nobre que é, servir o público, tendo uma participação ativa junto à comunidade.

Por conta dessa atuação, reconhecida e valorizada pela associação, os homenageados recebem o Prêmio Délcio Gonçalves da Silva, criado pela atual diretoria. O prêmio é simbolizado como gratidão em um cartão feito especificamente para marcar a data de fundação, onde os dizeres expressam a gratidão de toda categoria ao ver o laureado ser distinguido com a homenagem.

“É o mínimo que podemos fazer para reconhecer o brilho com que o servidor se distingue em sua atividade, pois sua atividade é mais do que um emprego, uma missão”, disse o presidente Adilson Custódio, emocionado por ser um servidor público aposentado da Prefeitura Municipal de Araraquara.

O dirigente lembrou que – assumir um cargo ou emprego público não é apenas encontrar um emprego. O servidor público assume uma missão: transformar a sociedade em que vive através da realização de políticas públicas e da prestação de serviços à população.

Mais adiante ele destacou que – o candidato à função pública deve ter em mente que, mais do que um emprego, o ingresso no serviço público implica em novas responsabilidades. Somos responsáveis por proporcionar melhoria na vida dos cidadãos, buscando sempre a excelência nos serviços prestados e utilização eficaz dos recursos públicos.

A mensagem foi feita especialmente aos homenageados deste aniversário de fundação da ASPA – a associada Sirley Teresinha Furtado de Menezes, que trabalhou por 34 anos no setor de finanças da Faculdade de Odontologia, mantida em Araraquara pela Unesp e ao associado e também diretor – Osmar Benedito da Silva, que atuou por mais de 40 anos na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

As homenagens foram prestadas em almoço de comemoração do aniversário, reunindo diretores, colaboradores, parceiros e autoridades. Os associados foram representados pelos homenageados e seus familiares num encontro realizado na sede da associação na Rua Itália, região central de Araraquara.

A HISTÓRIA DE SIRLEY

Sirley homenageada pela ASPA, através os diretores Paulo Dimas Cézar e Adilson Custódio

Podemos dizer que Sirley é um encanto de criatura, carregando em seus traços de dedicação ao próximo, a humildade e a bondade de uma vida que se faz bela em cada passo, cada dia.

A filha de dona Conceição e do seu Jorge Frias Furtado, nascida na Vila Xavier, passado o tempo sempre faz o seu momento de reflexão e curiosamente passado e presente se misturam numa fantasia, capaz de lhe dar a todo instante a inspiração ainda para dias melhores.

É nesse embalo que lembra da infância, dos irmãos Bento, Antônio, João, Pedro, Vanderlei, José, Fátima, Maria do Carmo, Teresinha e Silvia, as brincadeiras, os sonhos, lembranças que se amontoam e fortalecem o seu dia-dia.

Estudou no Grupo Escolar Antônio Lourenço Correia, do Ginásio Francisco Pedro Monteiro da Silva tem as recordações de um tempo colegial, depois veio a formatura na Faculdade de Administração de Empresas.

Foi essa formação que lhe garantiu 34 anos de bons serviços prestados à Unesp, no setor de Finanças da Odontologia e, diz toda cheia de orgulho – como foi bom conviver com tantas amizades desde 1976, aliás 1976 marca o seu casamento com Eduardo de Brito Correia de Menezes, com quem conviveu por 33 anos, até vir o seu falecimento e encarar a responsabilidade de criar os filhos – Ricardo e Tiago.

Sirley recebendo a homenagem ao lado do seu filho Ricardo e da sua irmã Maria do Carmo

Mas, nada apagou suas viagens e as pescarias em família. Um tempo de felicidade que ainda dá sustento aos seus sonhos e a própria vontade de viver.

Sirley, contudo viu o tempo passar… buscou no dia-após-dia, a qualidade de vida e a tendência para a atividade física, a hidroginástica, a academia e a convivência com a terceira idade.

Associada da ASPA desde 1982, Sirley tem no olhar, o jeito de mãe, de fino trato, dona de uma cultura que a torna para os seus filhos e as amizades mais próximas, a Mulher mais especial deste mundo, ao lado ainda da sua pequena companhia em todos os momentos.

A HISTÓRIA DE OSMAR

Momento da entrega do Prêmio Délcio Gonçalves da Silva ao diretor Osmar

 Osmar em uma enorme disposição para a vida; aos 84 anos, relembra os momentos de infância no São José, bairro que aprendeu amar.

O filho de Antônio Silva e dona Zaira, tinha sonhos que completavam a realidade dos seus dias, como ser jogador de futebol e ganhar muito dinheiro, ainda que na época não era tão fácil assim.

Os pais, contudo, queriam que o filho estudasse. Aliás, eles diziam – você tem que estudar, tem que ser alguém na vida. E assim ele foi fazer o grupo escolar no Antonio J. de Carvalho, depois o colégio no Duque de Caxias, seguindo com os Estudos Sociais na Uniara. Era uma época difícil, de estudos e agora trabalho pois acabou ingressando na Secretaria da Fazenda, atuando na área de fiscalização até 2012 quando então se aposentou.

O futebol diz ele hoje, ficou na saudade. Mas, ele até que foi bem: Ferroviária, Bancária de Fernandópolis, Igarapava e finalmente o Bangu no Rio de Janeiro. Osmar seguiu o conselho do pai. Parou de vez, ficando apenas o apelido de Beijinho, pois jogando no gol não sabia bater na bola que saia fraca nos tiros de meta. “Os meninos falavam que eu apenas beijava a bola e aí ficou o apelido de Beijinho”, lembra.

Osmar agradecendo a homenagem ao lado da sua bela família

O tempo foi passando. E nessas passagens de ônibus elétrico viu Elizabeth Frajacomo na porta da Eletro Tamoio onde trabalhava de vendedora. Não custou muito descobrir o telefone da loja e ligar para ela, começando um amor que dura 52 anos.

Do casamento nasceram as filhas Andréia, hoje vice-diretora da Escola Estadual Florestano Lubutti e Camila, funcionária da Junta Comercial do Estado de São Paulo. Eles formam uma história familiar que atravessa um tempo de 52 anos, levando-se em conta que o casamento foi em 03 de fevereiro de 1973.

Servidor Público Estadual, Beijinho hoje faz da ASPA o prolongamento do seu lar, sendo convidado pelo presidente da diretoria Adilson Custódio para que assumisse o cargo de membro do Conselho Fiscal. Mas, está como associado da ASPA desde 1964.

AS HOMENAGENS

Os dois homenageados disseram que estavam profundamente reconhecidos e orgulhosos com a homenagem, ressaltando a importância da ASPA em suas vidas e que jamais imaginavam que a entidade se transformasse nessa potência que hoje é, sendo modelo para outras instituições. “Sermos reconhecidos em nossas profissões é um orgulho, o que nos estimula, ainda mais quando essa valorização se dá através uma instituição que dá valor ao servidor público”, pontuaram.